Blog •  24/08/2023

Controlar as plantas daninhas no milho é essencial para garantir a boa produtividade

Pedro Gonçalves, engenheiro agrônomo 
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plantação de milho

Descubra como proteger sua plantação de milho safrinha contra plantas daninhas. Táticas avançadas de manejo que garantem uma safra saudável e livre de pragas.

O milho é uma das principais culturas agrícolas do Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção de milho na Safra 2022/23 será de 124,9 milhões de toneladas. 

A segunda safra deverá representar cerca de 76,3% da produção total da Safra 2022/23. 

Figura 1. Produção total de milho (1ª, 2ª e 3ª safras) nas últimas cinco safras, referentes a 2022/23.

 

Estimativa em abril/23

Fonte: Conab - Elaboração: Scot Consultoria

O manejo de plantas daninhas é fundamental para garantir boas produtividades na cultura do milho.

Controle de plantas daninhas na segunda safra de milho

Para um controle eficiente das plantas daninhas, é recomendado realizar um manejo integrado, combinando diferentes métodos de controle para minimizar o impacto das plantas daninhas na produtividade do milho.

Esses métodos incluem o uso de herbicidas seletivos, práticas culturais, rotação de culturas, plantio direto, manejo adequado do solo e controle mecânico, bem como o monitoramento constante da lavoura.

Malefícios gerados pelas plantas daninhas

Plantas daninhas competem com as plantas de milho por nutrientes, água e luz, reduzindo a produção de grãos e podendo também interferir na colheita do milho, com o aumento dos custos de produção e a redução da qualidade do produto.

A Embrapa estima que as perdas na produtividade do milho podem chegar a 80% quando não são adotadas práticas adequadas de controle de plantas daninhas. O controle inadequado de plantas daninhas pode aumentar o custo de produção em até 30%, reduzindo a rentabilidade da lavoura.

Manejo integrado de plantas daninhas

O uso de herbicidas seletivos é uma das principais estratégias de controle, pois permite a eliminação das plantas daninhas sem prejudicar o desenvolvimento da cultura principal. Nessa estratégia, é necessário estar atento ao uso inadequado e constante dos mesmos herbicidas, sem a devida rotação de mecanismos de ação, o que pode levar à seleção de indivíduos resistentes, tornando o controle mais difícil no futuro.

Uma outra estratégia de controle é a rotação de culturas, que cria diferentes dinâmicas competitivas na área e gera a oportunidade de uso de diferentes herbicidas. Pode-se citar também a prática de plantio direto, que reduz a germinação de sementes de plantas daninhas devido ao não revolvimento do solo, diminuindo a população de daninhas que germinará durante o período de desenvolvimento inicial da cultura do milho.

O controle mecânico, por meio, por exemplo, do uso de roçadeiras nas áreas de cultivo na entressafra, pode ser usado para manter as plantas daninhas com o porte controlado e evitar seu florescimento e consequente aumento do banco de sementes nas áreas agrícolas. Já  a capina, outra forma de controle mecânico, seja de forma manual ou via tração animal, é comumente utilizada em propriedades menores, sendo pouco utilizada em grandes propriedades devido ao baixo rendimento operacional.

Por fim, o manejo adequado do solo, incluindo a adubação balanceada e a correção do pH, podem facilitar um bom desenvolvimento da cultura, o que garante vantagem competitiva dela frente às plantas daninhas.

O monitoramento constante das lavouras e áreas de cultivo é fundamental para o manejo integrado das plantas daninhas, pois permite que as medidas de controle sejam adotadas no momento e situações corretas, o que torna a produção sustentável economicamente e ambientalmente.

Vale reforçar que sempre é recomendado o uso de híbridos adaptados à região, com boa tolerância ao estresse hídrico, principalmente para a segunda safra, alto potencial produtivo e boa sanidade foliar, de colmo e grãos. Características que podem ser encontradas em híbridos de milho Brevant®, como no B2702VYHR de ciclo precoce, com ampla adaptação e alto potencial produtivo, e o B2782PWU, que é bastante recomendado para silagem e apresenta bons desempenhos em estresse hídrico e frente ao complexo de enfezamentos. 

Referências

EMBRAPA MILHO E SORGO

RODRIGUES, R. P. Manejo de plantas daninhas na cultura do milho: uma revisão bibliográfica. Trabalho de conclusão de curso - Instituto Federal do Espírito Santo, Campus Itapina, 2022. p. 37. Disponível em: https://repositorio.ifes.edu.br/bitstream/handle/123456789/2271/Rodrigues%2c%20Rubens%20Piske.pdf?sequence=2&isAllowed=y. Acesso em: 17/4/2023.

SCOT CONSULTORIA